DB Multiverse

Dragon Ball Multiverse, o romance

Escrito por Loïc Solaris & Arctika

Adaptado por Rafael

Tradução da fanfic francesa de DBM para o português

Intro

Parte 0 :0
Parte 1 :12345

Round 1-1

Parte 2 :678910
Parte 3 :1112131415
Parte 4 :1617181920
Parte 5 :2122232425
Parte 6 :2627282930

Lunch

Parte 7 :3132333435

Round 1-2

Parte 8 :3637383940
Parte 9 :4142434445
Parte 10 :4647484950
[Chapter Cover]
Parte 10, Capítulo 50.

PARTE 10: OS ÚLTIMOS RECURSOS DE VEGETTO

Capítulo 50

Traduzido por João Vitor


#18 e Yamcha ficaram cara a cara, a poucos metros de distância. A primeira estava numa posição reta, com os braços cruzados, parecendo entediada. O segundo mantinha os punhos fechados, mas estava calmo. Os dois adversários se permitiram alguns segundos para se observarem. Para a ciborgue, essa partida seria uma perda de tempo. Seu irmão já havia matado Yamcha em seu universo, rebatendo um Kienzan de seu próprio amigo, Kulilin, de volta na direção dele: ele era fraco, não havia sido capaz de se esquivar. Sem desafio. Yamcha não a conhecia. Ele nunca a tinha visto, mas ele sabia muito bem o que esperar. Ele não estava com medo. Pelo contrário, ele estava feliz por ter topado com ela.

— Eu realmente não quero bater em uma garota… Disse ele sério. — Você não quer desistir?

#18 balançou a cabeça. Yamcha continuou seu flerte horrível:

— Então poderíamos tomar um drinque juntos, disse ele com um ar malicioso e superficial .

A ciborgue suspirou, descruzou os braços para estender a mão para Yamcha, com a mão aberta. Um raio de energia foi disparado de sua palma em direção a Yamcha, que se esquivou com um salto rápido. Ele girou no ar rapidamente e pousou com agilidade a poucos centímetros da mulher. Ele se inclinou na direção dela e disse:

— Agora tenho certeza!

Surpresa ao ver seu oponente a alguns centímetros de distância dela, ela se inclinou para trás reflexivamente.

#18 não perdeu tempo. Dessa distância, ela poderia acertá-lo com todas as suas forças. Mas seu gancho de direita apenas tocou o vazio. Yamcha, muito ágil, recostou-se por sua vez, evitando o golpe sem problemas. Durante esta esquiva, ele continuou a falar:

— Você não liberou nenhuma energia durante o ataque. Seu nome é um número …

Ele se esquivou de um chute que a ciborgue deu em direção ao seu estômago. Girando, ele apareceu atrás dela:

— E aquele emblema na sua jaqueta … Disse ele antes de saltar várias vezes para trás para ganhar alguns pequenos metros de distância. Endireitando-se, ele disse a ela:

— Você é uma humana artificial.

(Observação: em francês dizemos "ciborgues", mas Toriyama usou em japonês Jinzo Ningen, literalmente: Humano Artificial.)

#18 parecia chocada a princípio. Mas essa "revelação" não foi tão surpreendente. Ela não deveria ficar surpresa: Em seu mundo, Yamcha sabia muito bem quem ela era. Por que este do Universo 9 procurou tantas evidências para chegar a uma conclusão que ele já deveria saber?

A número 18 rapidamente voltou a si e sorriu, confessando sua identidade ao jovem humano:

— Sim. E daí ?

Yamcha levou apenas alguns segundos para responder, para ter certeza de que sua fala seria perfeita:

— Você deve ter sofrido muito. Até esqueceu seu verdadeiro nome! Deixe-me ajudá-la.

#18 perdeu o sorriso. Quem este humano pensava que era? Ele olhou para ela. Ela era mais poderosa do que qualquer ser humano, ela não precisava de ajuda.

— Me ajudar? Vá para o inferno ! Ela gritou, balançando as mãos e esticando-as para frente. Cinquenta feixes de energia foram lançados de suas palmas, colidindo violentamente com o escudo de energia que os Vargas usavam como barreira para proteger os espectadores. As pessoas imediatamente atrás dele cobriram os olhos, temendo que o escudo cedesse da mesma forma que aconteceu quando Vegetto lutou com Broly. Mas ficou firme; #18 estava em um nível diferente. Continuando a atacar, ela gritou:

— Eu matei mais pessoas do que você pode imaginar! Eu não preciso de ninguém!

— Posso ler a angústia em seu rosto. Yamcha apareceu de repente atrás dela. Ele estava calmo e completamente ileso; ele conseguiu se esquivar do ataque da ciborgue sem esforço. A número 18 saltou para trás, enquanto Yamcha continuava a argumentar com ela.

— Você se arrepende dos massacres que fez, mas tem medo de admitir. Você sofre porquê não conhece o seu passado. Todas essas dores, eu as conheço bem.

Ele tinha um rosto radiante, um sorriso sincero … Ele parecia completamente amigável, sem animosidade. Mas 18 não estava acreditando muito. — Oh sim? O que você sabe sobre isso?Ela gritou, sacudindo o punho com raiva.

Sem hesitar, Yamcha revelou sua verdadeira identidade … Algo que ninguém nos outros dezoito universos poderiam ter adivinhado:

— Eu também sou um ciborgue! Eu costumava ser chamado de número 17! Ele confessou com um sorriso, apontando para si mesmo com o polegar.

Com cicatrizes em seu rosto, com seus cabelos compridos, sua pose, ele era um garoto paquerador e muito bonito … Era ainda mais perturbador que se ele fosse um ciborgue, ele se tornou um verdadeiro oponente para #18. Ela não se moveu, ainda se perguntando se era verdade. Isso poderia explicar como ele conseguiu se esquivar de seus ataques, mas como poderia ser?

No espaço do universo 14, o irmão de #18, #17, ficou igualmente surpreso. Em casa, e em muitos outros universos, como 11, 12, 16, 17, 18… #17 e #18 foram capturados ao mesmo tempo por Gero para serem cobaias de seus experimentos. Neste universo 9, como Yamcha foi capaz de se encontrar em seu lugar? Se ele era o número 17, quem era o número 18? Não fazia sentido.

Cell achou isso interessante e voltou a ter uma mesma ideia que tivera antes: Se Gero tivesse previsto que existiam outros ciborgues, de uma forma ou de outra, que poderiam ser absorvidos. Se ele pudesse ter o dobro dos ciborgues em seu corpo, mais este Yamcha … Que poder ele teria obtido instantaneamente? Mais uma vez, Cell criticou internamente Gero por não olhar mais longe em suas hipóteses rebuscadas …

No espaço do universo 18, o espanto com a revelação deu lugar a uma satisfação de grande parte do grupo. Vegeta não se importou, Trunks e Goten adoraram e Goku. Ele estava feliz com o fato de seu velho amigo ser tão forte, assim como estava encantado por ver uma versão de Kulilin se tornar o substituto digno de Muten Roshi. Gohan e Piccolo eram um pouco mais reservados. Se ele era um ciborgue, era porque tinha sido capaz de massacrar muitas pessoas em seu universo antes, obviamente, de voltar para o lado do bem. Pode ter sido no passado, mas ainda era intrigante.

— Um ciborgue … Você? E daí ? #18 gritou, pegando o cabelo da fera e atacando-a rapidamente em combate corpo a corpo. Mas Yamcha evitou absolutamente tudo:

— Você não será capaz de me tocar. Nossos corpos são iguais, mas nossas forças são muito diferentes.

#18, irritada por dentro e continuando a atacar, não queria ouvir mais nada. Ele, esse cara, era mais forte do que ela? Era simplesmente impossível! Era muito humilhante para ser verdade!

Yamcha continuou a falar enquanto se esquivava dos ataques da ciborgue:

— Além do mais, sou um lutador de verdade. Minha técnica é muito superior à sua.

Ele defendeu um soco de #18 e moveu-se para atrás dela, derrubando-a no chão de joelho.

— E eu aprendi a superar os limites do meu corpo. Mas mesmo assim …

Yamcha parou, esperando por outro soco de #18, que estava se levantando, muito irritada.

No espaço do universo 12, Trunks comentou com #16:

— Ele disse a verdade. Ele está acima do que um humano poderia estar, e também acima da número 18, ele disse sobre ela sem desviar o olhar do ringue.

Trunks pensou por um momento. Pelo que ele sabia, Gero capturou os gêmeos para se vingar de Son Goku, que havia destruído o exército da Red Ribbon. Se ele capturou Yamcha, o que isso poderia significar? Quem era o outro ciborgue? Kulilin tinha envelhecido, Tenshinhan também, embora fosse menos visível. Então quem ?

#18 atacou, mas seu punho foi facilmente bloqueado com uma mão por Yamcha, que continuou a falar, parecendo um pouco mais sério desta vez:

— Você se tornou muito menos poderosa com o tempo … Energia infinita, isso não existe.

Ele apertou com força o punho de #18 com sua mão, e com um movimento de seu braço e pulso enquanto se mantinha ereto, ele abaixou a ciborgue deixando-a de joelho.

— Nossa energia diminui com o tempo, tornando-nos cada vez mais fracos. Mas você não percebe, porquê o processo é muito, muito lento.

#18 tentou resistir. Mas mesmo com a outra mão livre, ela não tinha força suficiente para se livrar das garras de Yamcha. Ele a ridicularizou. Ela mal ouviu o que ele estava dizendo a ela. No entanto, essa era a única explicação para a diferença de poder:

— Se você não fizer a manutenção do seu corpo, em dez anos no máximo, você não vai conseguir nem andar!

#18 não queria ajuda, pelo menos não dele! Ela nunca precisou da ajuda de ninguém, exceto talvez de seu irmão, mas era outra coisa! O número 17 precisamente, ficou parado imóvel no seu espaço, ao olhar para a luta que agora não avançava mais. Os olhos dos dois ciborgues no ringue se encontraram novamente:

— Então? Ainda não quer minha ajuda?

#18, com a mão livre, tentou um ataque de energia visando a cabeça de seu oponente, mas Yamcha rapidamente o evitou com um simples movimento. Como se para puni-la, ele torceu seu braço, apoiou o joelho em sua coluna e a jogou violentamente no chão, marcando o ringue com uma pequena cratera. Ele puxou o mesmo braço com a mão direita e pressionou a esquerda contra o cotovelo. Com esta posição, ele a dominou completamente. Ela não conseguia mais se mover. Se ela se esforçasse, ela iria acabar com um braço quebrado.

No centro de controle dos Vargas, o cronômetro começou a ser usado imediatamente. Um dos Vargas mantinha os olhos fixos no relógio e às vezes informava seus amigos emplumados do tempo restante antes de declarar Yamcha o vencedor:

— Se ele a mantiver abaixada por mais 13 segundos, Yamcha vence.

#17 do universo 9 também contou os segundos. Ele havia planejado a sequência. Ele continuou a insistir com #18:

— Dê-me sua confiança. Estou do seu lado.

— Você não irá ganhar essa luta! Ela apenas gritou em resposta.

— Eu não me importo em ganhar. Eu quero ajudar você. Yamcha repetiu, calmamente.

— Cinco … Quatro … Três … Contados pelo pequeno Varga, pronto para apertar o botão do alto-falante para anunciar a vitória do universo 9.

A vitória estava, finalmente, muito próxima para Yamcha! A ideia o agradou apenas meio segundo

— Desisto, Yamcha disse bem a tempo, para surpresa de todos os espectadores, dos lutadores, de seus amigos e principalmente dos dois ciborgues do universo 14.

Yamcha a soltou e se levantou. Ele voou para longe e disse à número 18, que permaneceu no chão, mas se virou, ainda surpresa com o que tinha acontecido:

— Divirta-se no torneio. E quando quiser, venha me visitar na varanda do universo 9.

Ele finalmente voou para seu espaço, onde Kulilin, Tenshinhan, Videl e seu filho Trunks estavam esperando por ele.

— Pff, esse idiota ficou caido pelos belos olhos dela, isso sim! Que ingênuo … Disse o velho Kulilin.

Ele ficou desapontado por não ter chegado ao segundo turno, algo que Tenshinhan não deixou de apontar:

— Definitivamente, Yamcha não consegue passar nem das primeiras rodadas …

Havia uma maldição do torneio para Yamcha?

— Esse é o meu pai, disse Trunks, atrás dos outros dois. Sempre querendo ajudar as donzelas em perigo.

— Você não pode falar nada, Videl interveio ao lado dele, você faz exatamente o mesmo!

— Tal pai, tal filho, e estou orgulhoso disso, disse Trunks.

— Desculpem rapazes! Eu mudei de ideia ! Yamcha se desculpou quando chegou ao seu espaço. Em vez de ser ridicularizado no torneio, vou salvar essas duas almas perdidas …

— Contanto que você não faça nada estúpido … Disse Kulilin.

No espaço do universo 14, #17 encontrou sua irmã. Eles não falaram nada, mas a jovem arriscou um olhar em direção ao universo 9. Esse Yamcha era completamente diferente do que ela havia conseguido conhecer. O que ele estava realmente procurando? Ele estava dizendo a verdade? Ele realmente queria ajudá-la? Ou foi uma armadilha? Desistir assim poderia facilmente mostrar que ele estava dizendo a verdade, e não era manipulação.

E ela odiava ser manipulada … Ela estava farta de Gero, que havia prometido a eles uma vida melhor, antes de transformá-los em ciborgues. Mas Yamcha parecia … Feliz. Ele estava muito mais feliz com a situação dela do que ela própria … Ela estava se divertindo destruindo tudo na Terra, mas … Ele estava certo? Ela estava esperando por algo melhor? Algo mais ? Acabar com os massacres e destruição? E o velhinho em seu grupo … Sua visão deu-lhe uma pontada no coração, que ela fingiu ignorar …

Ela não sabia se deveria falar sobre isso com o irmão. Ela não sabia como ele reagiria … Ela não sabia como reagir agora. Ela estava apenas olhando para o espaço do universo 9 …

Ela precisava tomar uma decisão … Enfim, uma coisa era certa: Sua força era mais fraca que a de Yamcha. Ela estava realmente em perigo de não ser capaz de andar se não fizesse a manutenção?

Desenhado por:

BK-81       64

Gogeta Jr      

Stan      

Holken       56

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