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Hanasia, Rainha dos Saiyajins

Escrito por Salagir

Adaptado por Mulekda e Carinha

Esta história se passa no planeta dos Saiyajins, bem antes de eles serem a população assassina que pôs medo na galáxia inteira, na era do Rei Vegeta...
Se você já se perguntou como essas pessoas tão poderosas viviam em comunidade, se você quer conhecer qual foi destino dos guerreiros milenares antes do Broly, se as aventuras de uma lutadora frenética e emocional em um mundo de valentões tentá-lo, entre no mundo da saga de Hanasia.


Parte 1 :123
Parte 2 :4567891011121314151617
Parte 3 :18
[Chapter Cover]
Parte 1, Capítulo 3.

2000 anos atrás

Os Saiyajins assistiam a noite cair. Ele estavam sorrindo porque, naquela noite, eles celebrariam.

 

As crianças estavam fora de casa, que era um tipo de barraco feito de madeira e pele. Os Saiyajins odiavam fazer construções e já que as barracas ficavam em pé (inexplicavelmente, às vezes), eles somente faziam o melhor para que não as quebrassem por acidente. Os Saiyajins saíram da aldeia e foram a um campo distante.

 

Tudo estava calmo, a maioria dos animais estava escondida em sua toca. Eles sabiam o que aconteceria em breve. Acima de tudo, os Tsufurijins. Eles viviam no fundo de habitações escavadas e esculpidas em terra subterrânea profunda, longe do território dos Saiyajins.

 

No meio do grupo, um jovem olhava orgulhosamente para o céu. Assim como as outras crianças de sua idade, esta era a primeira vez que viria a lua cheia, pois seu ciclo particular só permite que ela se mostre cheia a cada oito anos. Um adulto o empurrou. A criança o socou, arremessando-o a centenas de metros. De fato, esta criança já era de longe o mais forte membro da aldeia. Seu nome era Brasca.

 

O tempo se abriu e a Lua apareceu. Todos os Saiyajins olharam para ela e começaram a crescer, mudar. Em poucos segundos, eles se tornaram gorilas gigantes. Os Saiyajins olharam o mundo a pelo menos cinquenta metros mais alto que o normal. Tudo parecia tão pequeno, eles riam de seus poderes. Começaram a correr, subiram colinas cheios de emoção.

 

Um bebê saltava de um lado para o outro. Ele era pequeno se comparado aos outros, mas já ultrapassava as árvores da floresta. Apesar de seu tamanho, ele não se sentia pesado e ria correndo entre as pernas dos adultos. Um deles o arremessou como uma bola de futebol. Desde tempos imemoriais, Saiyajins educam seus filhos e, com um bom chute, os fazem entender quando estão sendo irritantes.

 

 

Em algum lugar, um Saiyajin, que mantivera sua forma, estava chorando. Os outros não deveriam vê-lo chorando. Uma pena! Ele perdeu sua calda num acidente há alguns anos e ele tinha esperança de que ela crescesse a tempo, mas não foi esse o caso.

 

Florestas inteiras foram destruídas, milhares de animais esmagados e a paisagem devastada. Mas quando Saiyajins festejam, eles festejam de verdade.

 

Um grito pôde ser ouvido. As pessoas todas viraram. Eles viram Brasca sofrendo um fenômeno estranho. Seus músculos cresciam enquanto gritava como se sentisse dor. Um vento começou a girar em volta dele, como acontece quando os mais poderosos Saiyajin que existiam em sua época concentravam energia para devastar o que quer que se mova. O símio começa a flutuar no ar com um poder que ninguém jamais viu. Ele continuou a concentrar energia. Então, começou a brilhar e se tornou amarelo. O nível de sua energia era tamanha que fez todos os moradores da aldeia caírem.

 

Brasca estava sofrendo. Ele continuou ganhando mais e mais energia. Repentinamente, ele abriu sua boca e cuspiu uma bola de fogo, cujo o poder permaneceu inigualável durante séculos naquela galáxia. A bola seguiu no horizonte e atravessou uma montanha como uma manteiga. Em seu caminho, árvores dobraram-se até o chão por causa da onda de choque. Até um Saiyajin, por sinal, foi destruído como um mosquito atingido por um tiro de canhão. A bola de fogo parecia atravessar estrelas; mas, na verdade, estava simplesmente seguindo a curvatura do planeta. Uma vez superada, a gravidade do planeta não pôde mais prender tal poder, que se perdeu no espaço e acabou engolido por uma estrela.

 

 

O gorila dourado bateu firme em seu torso para mostrar sua explosão de fúria. Ele agarra sua própria calda e a arranca fora. Então, voltou ao normal e desmaiou caindo no chão.

 

No continente vizinho, escondidos embaixo de montanhas, em cidades subterrâneas para não serem achados por Saiyajins, os Tsufurujins notaram a onda de energia e se preocuparam. Eles decidiram enviar espiões para lá.

 

Mesmo tendo armas de fogo que possam atirar balas pontiagudas e venenosas, e dirigindo veículos que, embora barulhentos, são tão rápidos quanto um Saiyajin correndo; os Tufurujins estavam com medo desses macacos, os quais não hesitariam em comê-los sem nem mesmo se preocupar de onde eles vieram.

 

 

No dia seguinte, Brasca acordou muito mais tarde. Estava com dor de cabeça. Nada mais aconteceu por várias semanas e ele dizia que não lembrava do que havia acontecido.

 

Mas num anoitecer, durante uma discussão provocada por uma conversa animada demais para um assunto desinteressante, a briga se tornou séria. Brasca matou um de seus adversários. Não foi a primeira vez que isso acontecia, mas os outros estavam realmente se opondo a ele. São todos contra ele, mas vários são derrubados sem dificuldade. Eles voltavam a se levantar e atacavam novamente, era uma briga séria. A tensão aumentou quando Brasca arrancou o braço de um deles.

 

Mas tudo isso ainda era bastante normal entre os Saiyajins.

 

Longe dali, no topo de uma árvore, escondido atrás das folhas, dois Tsufurujins assistiam a cena por binóculos.

 

 

Outros Saiyajins se introduziram na luta, entre eles estavam lutadores poderosos. O chefe da aldeia vizinha concentrou sua energia, a grama formou um redemoinho a sua volta. Já era hora de mostrar àquela criança o que é um verdadeiro guerreiro. Dessa vez, Brasca reconheceu a força de um real lutador naquele Saiyajin e soltou seu rosto, que segurava e tentava esmagar com os dedos.

 

Ele abriu sua mão e uma bola de fogo apareceu. Alguns reconheceram o que haviam visto na noite de Lua cheia e se afastaram instintivamente. O chefe olhou para a esfera brilhante com interesse, então avançou em seu oponente. Brasca jogou a bola como se estivesse jogando uma pedra. Ela atingiu o chefe e explodiu, fazendo-o parar de correr e cair de costas.

 

Ele se levantou na fumaça, suas roupas estavam rasgadas e ele sangrando. Estava nervoso. Ele avançou em Brasca novamente, que focava sua energia, e eles lutaram por um tempo. Os espectadores, Saiyajins e Tsufurujins, não tinham dúvida: era óbvio que Brasca estava em vantagem.

 

No chão, quase derrotado, o chefe da vila vizinha cuspiu sangue. Ele estava aborrecido, pois não havia perdido uma luta por um bom tempo. Então, se levantou. Ele focou sua energia e deu um soco incrivelmente forte no peito de Brasca, que não se moveu um centímetro, como se não tivesse sentido o golpe. Brasca sentiu a energia crescer dentro de si, interminavelmente.

 

Uma rajada de vento o rodeou e seu cabelo se arrepiou, erguendo-se em sua cabeça, espetado e amarelo. Uma aura amarela esverdeada se ascendeu, o iluminando.

 

 

 

Os Tsufurujins foram surpreendidos. Após um momento de contemplação, eles ligaram o medidor de energia. O ponteiro do medidor deu várias voltas e então começou a tremer e oscilar. Era incalculável. Eles usaram o binóculo mais uma vez para ver o que aquela caldeira fazia, que gerava mais energia que suas usinas termoelétricas.

 

A caldeira parecia se teleportar. Na verdade, Brasca se movia muito rapidamente e socava seu oponente. Sangue jorrou e seu oponente caiu, morto em um instante.

 

Com um sorriso maléfico, ele virou para os outros, que fugiram. Brasca lambeu sua mão ensanguentada e riu. Ele estendeu seus braços e outro fluxo de energia surgiu. A bola de fogo foi dessa vez atirada em direção aos seus próprios pés. O chão se abriu e explodiu, devastando toda a planície. Os espiões tremeram ao ver que os danos quase os alcançaram, parando a poucos metros deles. Brasca virou seus olhos na direção deles. Ele os detectou.

 

Os Tsufurujins espiões eram treinados. Desde o começo dos tempos, Tsufurujins viveram em cooperação. Historicamente, enfrentando os Saiyajins, só havia uma coisa a ser feita. Alguns dos que estavam em perigo tinham que enfrentar o inimigo e o segurar para que os outros fugissem. Ambos deslizaram árvore abaixo, arranhando seus braços. No chão, olharam entre si e para a mão do outro. Um fez sinal de tesoura e o outro de pedra.

 

Eles montaram em suas motocicletas, as quais estavam em modo silencioso até então. Eles acionaram o motor de arranque e liberaram sua aceleração máxima. Os tubos silenciadores foram ejetados por gases da avassaladora partida dada no veículo. Os propulsores queimaram como foguetes e os espiões moveram-se em sentidos opostos. Um deles avançou ao encontro de Brasca. Preparado para morrer, ele não estava com medo. Ele deveria.

 

A poucos metros antes contato, o Tsufurujin vira bruscamente para tentar despistar o guerreiro. Surpreso pela capacidade de resposta rápida da máquina do inimigo, Brasca o viu fugir numa nuvem feita de uma fumaça preta. O guerreiro tossiu. O cheiro de poluição era insuportável. Ele liberou energia e toda a fumaça se dispersou para longe. Ele correu e, num instante, alcançou a máquina que fugia a duzentos quilômetros por hora. Em seguida, agarrou a motocicleta, amassou seu corpo de metal e então saiu voando com sua presa inteira.

 

Ainda em seu veículo, o Tsufurujin foi puxado em todas as direções, mas ele aguentou. Ele pegou sua arma e atirou à queima-roupa no peito do adversário, que parecia maior e mais musculoso do que antes. As balas amassaram e recochetearam. Eram as mais poderosas balas dos Tsufurujins, capazes que atravessar por completo o corpo de um Saiyajin e custavam cem mil zenis por unidade!

 

O lutador então, com suas próprias mãos, esmagou a motocicleta e, junto, uma das pernas do espião. O último se encolheu e urrou de dor. Mas ele também aproveitou a oportunidade e recarregou sua arma. Mas o resultado, obviamente, seria o mesmo.

 

— Eu sei o que você está pensando! — exclamou o Saiyajin, apontando para a floresta. Podia-se ver a fumaça do escape da outra motocicleta entre as árvores. O espião logo percebeu que eles estavam a algumas centenas de metros acima do solo.

 

Brasca mais uma vez criou uma bola de energia e a jogou na floresta, para perseguir a motocicleta. A bola de fogo destruiu toda árvore em seu caminho e o alvo ouviu um barulho suspeito vindo de trás. Ele virou para ver aquela coisa devastadora se aproximando na velocidade do som! O espião manobra repentinamente para o lado, mudando sua direção perpendicularmente, desligou sua máquina e tentou bater o menos violentamente possível nos arbustos.

 

Devido à explosão, pedaços de rocha e estilhaços de árvores foram atirados. Um dos detritos perfurou Tsufurujin. No céu, Brasca riu maldosamente, então, quando ele retorna sua atenção ao seu refém, ele o vê puxando o pino de um objeto redondo e cinza. Com um grito de raiva, o Tsufurujin se aproximou do corpo do Saiyajin a pôs sua mão, em cuja a granada estava firmemente apertada, ao lado do rosto deste. Uma explosão aconteceu e acionou outras granadas que haviam sobre o corpo do suicida. A motocicleta foi destruída, assim como seu piloto. O guerreiro saiu da fumaça sem arranhões.

 

Um momento depois, os Saiyajins voltaram, mas um grupo inteiro desta vez. Outras vilas foram desertadas para ver o que estava acontecendo e o que eram aquelas explosões. Os Saiyajins evasivos deram o alarme e muitos outros chegaram com a esperança de ver uma luta emocionante.

 

Era um campo de batalha. Fumaça saia do chão queimado, restos de algo feito de um metal estranho estavam espalhados e, no meio da confusão, Brasca estava de pé, parado. Ali, seu tamanho era o dobro do normal. Brasca virou uma montanha de músculos e o que antes parecia uma criança, dessa vez estava maior que os outros Saiajins. Rodeado por sua aura amarela, seus olhos se tornaram brancos. Ele estava extremamente impressionante.

 

Muitos Saiyajin morreram nesse dia.

 

O Tsufurujin espião de algum modo estancou seu ferimento e voltou para o litoral. Lá, um barco esperava por ele, escondido numa enseada para que ele pudesse reportar o ocorrido.

 

No continente dos Tsufurujins, a notícia se espalhou. Nos dias seguintes, Brascas matou dezenas de Saiyajins, destruiu paisagens e chegou perigosamente perto das cidade escondidas dos Tsufurujins. Uma extensa pesquisa em arquivos antigos revelou alguns resultados para esse acontecimento. Mil anos atrás, um Saiyajin de cabelos loiros também apareceu. Ele era muito mais forte que os outros e morreu muito jovem, logo após sua transformação.

 

— Está claro — disse um cientista —, é um fenômeno recorrente. Isso continuará se desenvolvendo.

 

— Nada parece ser capaz de tocá-lo. Ele suga toda a energia em sua volta. É indestrutível e incansável!

 

— Temos que destruí-lo, senão ele destruirá nosso mundo. Se nada pode feri-lo fisicamente, temos que atacá-lo de outra maneira.

 

— Gás? Veneno?

 

— Não, nenhum gás o encurrala por causa do vento que ele gera. E eu duvido que o veneno atravesse sua pele... Se for fazê-lo engolir... Deixe-me lembrá-lo que desde que ele se transformou... nisso, ele não precisou comer ou beber nada!

 

— O problema está resolvido — alertou alguém repentinamente.

 

Todos os cientistas viraram para o mensageiro que acabara de chegar.

 

— Brasca morreu esta manhã. Seu próprio poder o matou, o destruiu.

 

Para os Tsufurujins, assim como para os Saiyajins, foi uma libertação.

 

— Você acha que acontecerá novamente, senhor? — perguntou um Tsufurujin enquanto arquivava os dados atuais obtidos para uso futuro.

 

— Em mil anos... nós teremos tecnologia para destruí-lo!

 

— Assim espero... assim espero...

 

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