DB Multiverse

DBM Universo 4: Buu

Escrito por Arctika

Adaptado por Shadow the Hedgehog

Atualizações sobre 1 do mês às 20: 00 (hora de Paris)
Próxima página dentro de: 30 dias, 22h


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Parte 5 :21
[Chapter Cover]
Parte 5, Capítulo 21.

Capítulo 21

Traduzido por Virgilio212


Numa galáxia muito, muito distante…

Em um planeta de tamanho relativamente médio, cuja população nunca havia vivenciado nenhum evento extraordinário em toda a sua história...

Toda ela? Não, um indivíduo com um corpo rosado e musculoso, imóvel no meio de uma selva exuberante, estava prestes a quebrar essa tranquilidade de uma forma que tiraria o fôlego.

Com um largo sorriso, o indivíduo respirou fundo. Depois, ergueu lentamente o braço , juntou dois dedos e...

SNAP

Um imenso palácio surgiu subitamente em meio à densa vegetação, clareando a paisagem sob o céu amarelado. No meio de um vasto e natural jardim de plantas coloridas e esculturais, o edifício erguia-se como uma jóia, brilhando intensamente; Suas paredes de mármore e cerâmica reforçada dominavam a paisagem em todo o seu esplendor. Cinco grandes torres dominavam a edificação. Além de um grandioso vestíbulo, acessível por uma longa passarela pavimentada, podia-se vislumbrar um salão gigantesco e, para os observadores mais atentos, um trono simples.

Satisfeito, Buu voou para longe e admirou sua obra. Ele não sabia explicar o porquê, mas aquele projeto em particular ocupava sua mente havia dias. Finalmente se sentia em casa. Embora considerasse o universo inteiro como seu lar, o lugar que mais se aproximava dessa ideia ainda era o pequeno planeta azul chamado Terra. Mas, para seu novo e grandioso projeto, ele precisava de algo extraordinário. Algo imponente. Magnífico aos olhos dos habitantes daquele mundo, daquela galáxia, de todo o universo.

Era hora de matar dois coelhos com uma cajadada só: tornar-se o ser no ápice da existência em todas as áreas e divertir-se de mil e uma maneiras possíveis. Agora, ele era capaz disso. Possuía poderes incomparáveis!

Quatro meses antes.

Dezesseis semanas haviam se passado desde a visita de Buu ao Planeta Namekusei.

Enquanto isso, Buu havia partido de volta para Icarion. O Gênio não se deteve nos detalhes de sua partida com seu aprendiz e redobrou seus esforços em cada um de seus objetivos. Ao treinar Thorn, Buu se tornou mais forte em termos de magia e poder. Ele progrediu o suficiente no domínio de seu corpo para se dividir em cerca de trinta partes. Era capaz de controlá-las simultaneamente e fazê-las executar múltiplas tarefas, mantendo o controle. Teve muitas dificuldades no início, mas seu progresso foi excepcionalmente rápido porque estava motivado, e suas habilidades mágicas em constante desenvolvimento o ajudaram muito.

Enquanto isso, Buu vinha estudando as Esferas do Dragão diligentemente. Após um mês de trabalho intenso, ele conseguiu reativá-las e controlar seu poder. No entanto, sua origem e função ainda lhe escapavam, mesmo possuindo o Grande Ancião. Levou mais dois meses para que ele conseguisse controlá-las completamente e fundi-las com seus próprios poderes mágicos.

Quando se tornou capaz de realizar desejos, pensou em como gostaria de fazê-lo. Agora, podia fazer qualquer coisa com um estalar de dedos. Tudo já lhe parecia perfeitamente natural…

SNAP

No meio da biblioteca de Icarion, uma tonelada de barras de chocolate caiu do teto, causando caos entre os leitores reunidos. Todos olharam com raiva para Buu enquanto ele rolava no chão. Ele simplesmente queria conjurar barras de chocolate sobre uma mesa, mas o resultado foi apenas parcialmente satisfatório. Seu poder ainda era impreciso, mas esse não era o ponto principal.

Seu poder estava funcionando.

Após dominar suas novas habilidades e passar seu tempo concedendo desejos malucos e sem consequências, Buu foi para a Terra, onde foi recebido por um deus da Terra bastante desgostoso e hostil.

— Eu sei do crime hediondo que você cometeu, Buu. — disse Dendê, furioso. — Não posso te perdoar pelo assassinato do meu povo. Se você tiver um pingo de decência, deixe este planeta e nos deixe em paz!

— Acalme-se, Dende. — respondeu Buu, em tom de desculpas. — Vim para me redimir. Prometi nunca ferir os terráqueos; contudo, não fiz tal promessa ao resto do universo. Mas me arrependo de ter atacado seu povo quando vocês foram tão gentis comigo. Vim pedir seu perdão e expiar meu erro.

— E como pretende remediar isso? — respondeu Dendê com severidade. — Meu povo já foi ressuscitado uma vez; eles não podem retornar pelos poderes de Shenlong. Quanto a Porunga, ele desapareceu após seus atos indizíveis em meu planeta natal.

Buu lançou um sorriso misterioso a Dendê e ergueu o braço. O namekuseijin recuou preocupado, mas o Gênio simplesmente juntou os dedos e estalou-os.

SNAP

O povo de Dendê apareceu ao redor deles, surgindo por toda a plataforma celeste. Todos se entreolharam, perplexos. Quanto ao deus da Terra, bastava que ele arregalasse mais um pouco os olhos para que caíssem no chão.

— Pronto, realizei seu desejo — zombou Buu. — Quem precisa de Shenlong e Porunga quando se tem a mim? Agora que consegui o que queria, prometo que, assim como os terráqueos, seu povo também estará seguro, com a única condição de que nunca mais criem Esferas do Dragão. De qualquer forma, o Grande Patriarca pertence a mim agora.

Recuperando-se do choque inicial de sua ressurreição, os namekuseijins ouviram essas palavras e o encararam, tremendo. Buu apenas sorriu de canto para eles e voltou sua atenção para Dendê, ainda abalado com o que estava acontecendo.

— Estou de bom humor, então estou pronto para lhe conceder outro desejo. Diga-me, Kami, o que você deseja?

— Como... Como você fez isso? — Dendê gaguejou. — Quantos desejos como esse você pode realizar?

— Foi preciso muito treinamento — respondeu Buu. — Também não sofro nenhum efeito colateral. O conhecimento do Grande Patriarca e do Velho Kaioh-shin me foi muito benéfico. Dominei a magia de Porunga, mesmo que a essência de sua natureza ainda me escape. Mas transcendi seus poderes: posso realizar qualquer coisa dentro das capacidades do dragão, sem limite de tempo ou número de desejos. Estranhamente, não consigo fazer nenhum desejo que me afete. Devo ser forte demais para mim mesmo, haha!

Dendê e os namekuseijins permaneceram em silêncio enquanto Buu, por sua vez, gargalhava. Depois de se recompor, o Gênio sorriu maliciosamente e repetiu:

c Concedo-te mais um desejo, Dendê. Aproveite esta oportunidade, pois ela não se repetirá tão facilmente. O que desejas?

Discretamente, ele lançou um olhar para os namekuseijins, e Dendê seguiu seu olhar. Compreendendo a implicação, Dendê compreendeu o óbvio e curvou-se diante de Buu.

— Por favor, Buu, leve meu povo de volta para Namekusei…

— Às suas ordens! — Buu exclamou, estalando os dedos.

Imediatamente, os namekuseijins desapareceram, e Dendê pôde confirmar em seu coração que seu povo ainda estava vivo, em algum lugar do universo, certamente em casa. Buu havia cumprido sua palavra e estava dizendo a verdade: ele agora podia usar magia mística extraordinária.

— Bem, então vou indo, Dendê — exclamou Buu, voando para o ar. — Ainda tenho coisas a fazer antes de colocar meu grande plano em ação!

— Como é? — Dendê gritou rapidamente antes que Buu partisse. — O que você pretende fazer agora?

Buu olhou para ele com uma expressão indecifrável, depois esboçou um leve sorriso. Não fazia sentido esconder seus planos grandiosos daquele que ele considerava um de seus verdadeiros amigos.

— A era dos dragões sagrados acabou, meu caro Kami. A busca pelas cobiçadas Esferas do Dragão chegou ao fim! Os terráqueos e namekuseijins não detêm mais o monopólio dos desejos. Oferecerei ao resto do universo a chance de ver seus sonhos se tornarem realidade também! Serei conhecido como um gênio que concede mil desejos e, finalmente, experimentarei uma ascensão meteórica ao ápice da existência! E, para alcançar isso, me divertirei conduzindo alguns experimentos...

Dito isso, Buu desapareceu, deixando um Dendê atônito e tremendo sozinho no centro da Plataforma Celeste. O namekuseijin estava incerto sobre o futuro do universo. Que catástrofe Buu seria capaz de desencadear?

Posteriormente, Buu dedicou a maior parte do seu tempo a controlar as várias partes do seu corpo a distâncias cada vez maiores. Agora, ele conseguia estar em diferentes sistemas distantes sem que isso lhe desgastasse. Ainda era difícil para ele agir de forma independente com cada parte, mas ele já dominava o aspecto de "mente coletiva". Todas as suas partes estavam conectadas em uma única mente, mas, ao mesmo tempo, possuíam autonomia própria e podiam operar independentemente umas das outras. Se uma delas espirrasse, as outras não repetiriam a ação... na maior parte do tempo.

Assim, Buu podia realizar seus múltiplos projetos simultaneamente: por exemplo, uma de suas partes era dedicada exclusivamente ao treinamento de Thorn. Outra praticava magia continuamente.

Outros três estavam ocupados dando continuidade à pesquisa em Ícaro, pois, mesmo com várias versões suas, a tarefa continuava colossal. Os restantes haviam partido para explorar sistemas vizinhos, bem como outros, mais distantes.

Diferentemente de Cell, Buu não possuía um "núcleo". Cada fragmento era um Buu completo por si só. Seja um corpo inteiro viajando pelo espaço ou uma pequena cabeça flutuando entre as prateleiras de uma livraria em Icarion, Buu estava totalmente presente, compartilhando o conhecimento de todas as outras partes em tempo real. A distância não importava. Deixou até uma pequena parte de si mesmo no outro extremo do universo, oculta da vista de todos. Se todos os seus corpos fossem destruídos, ele reapareceria daquele fragmento, ileso. Ele alcançou, portanto, um estado muito próximo da invulnerabilidade.

E por fim, em seus planos fabulosos, ele havia incluído uma cereja muito tentadora no topo deste bolo já imenso e bem-sucedido: um serviço universal de saudações!

Em um planeta localizado na fronteira entre duas grandes galáxias, um dos fragmentos de Buu se estabeleceu em um magnífico palácio que ele conjurou usando seus recém-adquiridos poderes e não tardou em espalhar a notícia por inúmeros mundos. De Icarion e seus incontáveis centros comerciais, o rumor viajou por centenas de sistemas a uma velocidade impressionante. Muitas civilizações possuíam acesso à tecnologia espacial. Para muitos, esses eram resquícios do império de Freeza, que havia colonizado e desenvolvido um grande número destes planetas.

Agora, milhares de seres sencientes tinham conhecimento do surgimento de um Gênio todo-poderoso capaz de conceder qualquer desejo e, por diversos motivos, prepararam-se para uma longa jornada rumo a esse mundo utópico que lhes prometia inúmeras maravilhas. Mas desconheciam o lado sombrio desse mundo: o que os aguardava era o paraíso tão almejado… ou um inferno terrível.

Diante daquele imenso palácio, cuja arquitetura incomum lembrava as grandes estruturas das regiões orientais da Terra, uma multidão se aglomerava diante dos portões fechados. Todos estavam cativados pela beleza que emanava daquele lugar, resplandecente com mil luzes e cores vibrantes. Transbordavam de expectativa por aquele novo mistério, repletos de promessas de esperança, mas não ousavam tentar entrar no domínio, que lhes parecia fechado por ora. Dizia-se que aquele Gênio era uma criatura mítica que outrora devastara centenas de mundos e que, nos últimos anos, espalhara tanta desgraça quanto bondade por diversos planetas. Sabiam, portanto, que era melhor não o desafiar.

Após uma espera interminável de vários dias, o infame Buu em pessoa apareceu no topo de um pilar do portal, encarando milhares de olhares admirados, porém temerosos. Enquanto lhes oferecia um sorriso enigmático, ele usou um feitiço para que todos pudessem ouvi-lo a quilômetros de distância, embora sua voz só alcançasse aqueles que estavam diretamente à sua frente.

Bem-vindos, queridos viajantes e peregrinos! Permitam-me apresentar-me. Meu nome é Buu e sou um explorador. Durante minhas viagens pelo universo, desenvolvi meus poderes e me tornei um mago de talento incomparável! Como desejo compartilhá-los com vocês, decidi criar este lugar onde podem me pedir qualquer desejo e eu o concederei! Aqui está a prova das minhas palavras…

Ele estalou os dedos e o céu escureceu repentinamente, provocando exclamações da multidão. Com um sorriso sarcástico, Buu mudou a cor do céu várias vezes antes de restaurá-la e continuou.

— No entanto, eu os advirto, mortais! Eu tenho minhas próprias regras, e se vocês entrarem aqui, será com pleno conhecimento delas. Julgarei seus desejos de acordo com meus próprios critérios. Se eu considerar seu desejo digno de ser concedido, assim o farei. Contudo, se não me convier, vocês serão mortos na hora. Somente os bravos, que não temem a perspectiva da morte, devem dar o primeiro passo. É claro que todos podem tentar apresentar-se diante de mim, até mesmo os covardes. Mas, a partir do momento em que me disserem seu desejo, não poderão contestar o resultado de forma alguma. Estejam avisados!

Um arrepio de horror percorreu a multidão. Muitos se questionaram se seu sonho valia tal risco. Várias dezenas de pessoas optaram por desistir. Mas algumas centenas permaneceram, prontas para tentar a sorte.

Buu sorriu e continuou falando.

— Muito bem. Eis o procedimento. Estarei esperando por vocês nos fundos do palácio. Um a um, vocês se apresentarão diante de mim e declararão seu desejo. A fila é obrigatória. Qualquer um que usar violência ou tentar furar a fila será morto imediatamente. A paciência é uma virtude que vocês precisarão demonstrar. No entanto, garanto a segurança de todos os que estiverem na fila. Vocês estarão sob minha proteção pessoal. Se isso estiver claro para cada um de vocês, sejam bem-vindos à minha casa e convido-os a se juntarem a mim lá dentro!

Sentado em seu trono, Buu pôde ver a chegada dos primeiros pedintes. Ele havia projetado este palácio com magia, de modo que o interior era muito maior do que aparentava do lado de fora. Os últimos da fila levariam facilmente meio dia para chegar lá.

Buu tinha suas próprias expectativas para essa nova atividade. Ele queria testar os limites dos desejos que podia conceder. Queria descobrir novos talentos dignos de serem absorvidos e não hesitaria em fazê-lo. Mas, acima de tudo, era esse profundo senso de superioridade que o dominava: ele detinha o poder sobre a vida e a morte dessas pobres almas mortais. Ele seria capaz de experimentar com elas e mudar suas vidas de inúmeras maneiras, de acordo com seus desejos. Ele mesmo determinaria as noções de bem e mal e redefiniria o próprio conceito de moralidade. Ele não se considerava um deus, pois odiava esse status. Mas estava perto disso. Ele era um gênio. Ele era um Gênio.

Finalmente, o primeiro o alcançou. Inclinando-se diante do Gênio, o alienígena expressou seu desejo:

— Grande Buu, eu desejo me tornar imortal.

— Claro, eu deveria saber que esse seria o primeiro desejo que iria ouvir. — suspirou o Gênio.

Para realizar esse tipo de desejo, Buu planejava sondar as mentes daqueles com quem falava. Portanto, Buu não viu nenhuma boa intenção no coração desse indivíduo. Apenas um desejo como o de Freeza em Namekusei: ser impossível de ser morto e não ter que enfrentar o medo da morte.

— Um desejo clássico e mortalmente entediante. — disse ele finalmente. — Rejeitado.

Ele apontou o dedo indicador para o indivíduo e o aniquilou com uma explosão de energia. Os que esperavam atrás dele tremeram de medo, e Buu passou a língua pelos lábios. Ele já estava se divertindo muito com aquele joguinho.

O próximo avançou com relutância. Buu podia sentir um profundo desejo de fugir, mas algo o impelia a continuar, apesar do que acabara de presenciar.

— Gr... Grande Buu. — ele gaguejou. — Desejo que minha esposa seja curada de uma doença incurável que a aflige há muito tempo e lhe causa dores terríveis. Eu imploro...

Vasculhando seus pensamentos, Buu sentiu compaixão por aquele ser cujo coração era sincero e puro. Será que ele concederia seu desejo tão facilmente?

— Muito bem, já que você foi meu primeiro desejo positivo, não vou brincar com você. Pronto, seu desejo foi realizado.

SNAP

Buu estalou os dedos e o desejo foi concedido. O alienígena olhou para ele, com os olhos cheios de lágrimas e gratidão. Transbordando de agradecimento, retirou-se sob os olhares mais ou menos sorridentes daqueles que esperavam, enquanto Buu o observava atentamente, absorto em pensamentos.

Realizar pedidos ou eliminar o pedinte, isso era ótimo. Era o princípio de seu novo papel. Mas isso era fácil demais. Ele não iria fazer isso o tempo todo.

Ele tinha muitas coisas para experimentar agora.

Nos meses que se seguiram, Buu concedeu milhares de desejos. Muitos pereceram pelas mãos do Gênio, irritado com desejos que considerava banais demais ou motivados por razões que julgava tediosas. Ao mesmo tempo, ele concedeu muitos outros, frequentemente impulsionado por um ímpeto de empatia e compreensão. Ele também gostava de espalhar boas notícias e levar alegria a pessoas merecedoras.

Como tantas vezes proclamara, ele desejava ser um gênio benevolente para as almas inocentes e puras e um demônio maligno para os corações perversos. Mas também apreciava atormentar os fracos e fortalecer os poderosos. Era um ser de contradições, cujo desejo primordial era se divertir e ser o melhor em todas as situações.

Para variar sua abordagem, Buu interpretava muitos desejos à sua maneira e frequentemente impunha condições rigorosas para sua realização.

Apenas mais um dia…

— Ó Lorde Buu. — apresentou-se humildemente um alienígena. — Imploro que atenda ao meu desejo. Em meu planeta, uma guerra eterna assola o mundo. Por séculos, nossas duas nações não fizeram nada além de se confrontarem violentamente. Por favor, traga paz entre nossos povos.

— Hum, entendi… — disse Buu. — Compreendido. Destruirei uma das duas nações então. Deixarei que você escolha qual.

— O quê... Não! — exclamou o homem, chocado. — Só estou pedindo paz, não extermínio!

— Vocês se odeiam e não conseguem resolver a briga por conta própria. Se são incapazes de encontrar a paz, ela virá naturalmente com o desaparecimento de um de vocês. Se isso não lhe convém, concedo-lhe o direito de renunciar seu pedido e partir daqui vivo.

O indivíduo permaneceu em silêncio, dividido por uma escolha de consciência que Buu saboreou com prazer sádico.

— E então? — perguntou Buu. — Qual é a sua decisão?

— Por favor, elimine a nação inimiga. — disse o indivíduo com a voz embargada.

— E…. pronto. — disse Buu com um sorriso de escárnio, estalando os dedos. — Seu povo agora é o único senhor de seu mundo. Vá.

Ao sair, desolado, o indivíduo na fila que se preparava para ocupar seu lugar disse-lhe com desdém:

— Você é uma pessoa verdadeiramente horrível.

Buu observou calmamente o indivíduo de coração pesado e sentimento de culpa desaparecer de seu campo de visão.

— Hehehe. — ele riu baixinho.

Mais um dia.

Uma entidade muito misteriosa apareceu diante de Buu, para sua grande surpresa.

— Gênio, eu sou um ser imortal que vive no planeta Pandora. Não posso morrer e desejo desaparecer desta existência de uma vez por todas.

— Isso é... fascinante! — exclamou Buu, recostando-se em seu trono para examiná-lo mais de perto. — Sua imortalidade é única, É como se sua alma estivesse congelada no tempo, ou algo assim... Na minha opinião, destruí-lo até o nível molecular seria inútil. Você simplesmente não pode morrer.

— Na verdade, eu já tentei de tudo, até me jogar em uma estrela, mas nada funciona.

— Sua alma não pode ser enviada para o outro mundo, isso é realmente estranho… — murmurou Buu. — Tudo bem. Não vou perder meu tempo tentando destruí-lo. Levaria anos e talvez não levasse a nada. Duvido que meus poderes mágicos possam ser de alguma utilidade. Mas tenho um jeito infalível de fazê-lo dormir para sempre.

— Que método é esse?

— Posso absorvê-lo. Você se tornará parte integrante de mim. Através disso, poderei realizar seu desejo.

— Será que… eu estarei consciente?

— Não.

— Nesse caso, gênio, absorva-me.

Com isso, o imortal de Pandora foi absorvido por Buu, que imediatamente estudou sua nova aquisição. Infelizmente, a característica desse estranho fenômeno não se transferiu para Buu como uma habilidade. Ele não conseguiu obter a mesma imortalidade. Portanto, não pôde estudá-la à vontade. Mas não foi uma grande perda. Esse imortal finalmente pôde descansar em paz.

Mais outro dia.

— Ó grande gênio, meu planeta natal está morrendo. Seus recursos naturais estão se esgotando e meu povo sofre com a falta de água. Imploro, salve-nos da seca!

— Vocês só precisam mudar de planeta. — retrucou Buu, franzindo a testa. — Talvez você queira que eu os teletransporte para outro lugar?

— Não, ó gênio, não podemos nos separar do nosso querido planeta. Eu lhe darei minha vida em troca da sua ajuda!

— Sua vida não significa nada para mim. Seu desejo não tem valor e é uma perda de tempo para mim.

— Estou pronto para lhe dar minha alma e todo o meu ser, salve meu povo, eu imploro! — suplicou o alienígena.

— Sua alma? — repetiu Buu.

O gênio pensou por um instante.

— Interessante… Muito bem. Portanto, darei o destino que bem entender à sua alma, e não quero ouvir reclamações.

— Oh, muito obrigado, grande gênio, muito obrigado!

SNAP

— Pronto, as nuvens voltaram ao seu mundo. — disse Buu. — A água está fluindo livremente. E agora você é imortal.

— Muito obrigado de novo, grande… O quê? — interrompeu o alienígena.

— Você é imortal. — repetiu Buu com um sorriso sarcástico. — Se você quer que a água dure em seu planeta, sua missão é garantir relações estáveis e pacíficas entre seus habitantes. Você deve proteger seu mundo por mil anos. Se falhar, a água desaparecerá para sempre, e você viverá com esse fardo pela eternidade. Agora, mãos à obra.

Ao ouvir a firmeza na voz do Gênio, o alienígena gritou de terror e fugiu, com a alma mergulhada em tormento. Ele não notou Buu esboçar um sorriso de satisfação.

Mais outro dia...

Uma pequena criatura, aparentemente fmeinina, com penas e bico apresentou-se para o Gênio. Seus grandes óculos pesavam quase tanto quanto a pressão daquele encontro.

— Posso tirar uma foto? — perguntou ela, impressionada.

— É esse o seu desejo? — respondeu Buu sarcasticamente.

Ele ouviu suas palavras, tal como estudou suas intenções, e sabia perfeitamente que esse não era o desejo dela.

— Não, não, não! — ela gritou, em pânico. — É para adicionar a minha tese.

Buu ficou surpreso, mas se recusou a ler a mente dela. Respostas rápidas não eram divertidas.

— Meu desejo é... posso tirar a foto primeiro? Assim, se eu... se eu... morrer... eu programei uma máquina que colocará a foto na tese e a publicará, assim pelo menos...

— Do que você está falando? Que tese?

— É... Estou aqui para a etapa final da minha tese... "As Razões e o Impacto dos Desejos de Buu na Sociedade dos Demônios Pós-Gelo". Estudei milhares de desejos que você concedeu e recusou. Então, eu já sei que você recusou os desejos ardilosos, como "Quero que você se mate" e "Quero que você crie uma pedra tão pesada que nem você mesmo consiga carregá-la"... Mas... para concluir minha tese... eu precisava conduzir o experimento final pessoalmente!

— Hum... Você tem coragem para arriscar sua vida por isso.

— É muito difícil conseguir um emprego fixo...

Ela lhe deu as costas e ergueu um dispositivo à sua frente. Um clique soou, e a selfie de uma varga trêmula com o todo-poderoso Gênio atrás dela foi transmitida pelas ondas de rádio para sua universidade. Ela o encarou novamente.

— Então... hum... Senhor... Buu... Meu desejo é o seguinte... Por favor, negue meu desejo!

Houve um silêncio de alguns segundos. A pessoa seguinte na fila disse: "Hã??" Os olhos de Buu se arregalaram.

— Entendo... mas isso é uma frase paradoxal. É como pedir para subir descendo, ou para fazer 2 ser igual a 1. É um completo disparate verbal.

— Só que descer para subir já foi feito pelo astronauta MC Escher durante seu experimento antigravidade, e você recusou o pedido de 2=1 dois meses atrás.

— Hehe… sim, um agente do caos em formação que esperava desencadear a destruição do universo se eu mudasse as regras… Lembro-me de ter dito: "Nesse caso, duas das suas células se tornam uma", e assim por diante, até que só restasse uma célula dele. Rimos bastante. Bem, eu ri, principalmente.

A Varga manteve sua atenção presa ao Gênio.

— Hum? Ah, o que estou fazendo? Bem, desculpe, não tenho uma resposta surpreendente. Mas tenho uma resposta quântica. Você sabia que existem infinitos universos? Para cada ação possível, existe cada resolução possível representada em diferentes universos. Por exemplo, o famoso "Gato de Freeza". Dizem que um dia, um demônio do frio matou um gato, mas ele sobreviveu. Na verdade, esse gato está morto e vivo ao mesmo tempo, porque em um número infinito de universos ele sobreviveu e em outro número infinito, ele morreu. Então, eu também recusei e aceitei seu desejo. Nos universos em que o recusei, você morreu, porque é isso que acontece quando recuso um desejo. Nos outros, incluindo este, eu o aceitei, e o efeito dessa aceitação é a recusa nesses outros universos.

A aluna ficou mais tranquila ao perceber que estava no universo correto.

E assim começou a grande jornada de Buu para conceder todos os tipos de desejos aos habitantes deste universo que ele tanto amava. Na maioria das vezes, Buu usava o poder que adquiriu através das Esferas do Dragão para realizar seus desejos. Às vezes, ele usava suas próprias habilidades mágicas, naturais ou adquiridas à força do Velho Kaioh-shin e de outros magos que encontrou durante sua exploração espacial, para variar sua abordagem e aprimorar seus poderes místicos.

20 Setembro

Novos avatares: da Ouv

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Colorido por Xman34.

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