DB Multiverse

DBM Universo 16: A fusão de duas vidas.

Escrito por Syl & Salagir

Adaptado por Virgílio212 e Akroma

No momento em que Vegetto entrou no corpo de Buu, ele fez uma escolha: manter o escudo (U16) ou desfazê-lo (U18). Esta é a história do que aconteceu depois… Embora Vegetto tenha salvado o Universo, Son Goku e Vegeta, eles definitivamente desapareceram...

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[Chapter Cover]

Traduzido por Virgílio212

Capítulo 5: Um dia na casa de Bulma.

— Meninos! — gritou Vegetto do corredor. — Venham rápido, estamos indo!

— Legal! — Goten e Trunks exclamaram enquanto desciam correndo as escadas.

Três meses se passaram desde a discussão. Agora as coisas eram mais fáceis. Goku e Vegeta estavam “mortos” por cerca de meia dúzia de meses, todos já haviam lamentando e praticamente aceito Vegetto como sua própria pessoa, todos apreciavam suas qualidades. Ele herdou a bondade e paciência de Goku, bem como a sensibilidade e o peculiar senso de humor de Vegeta.

— Aonde você vai? — Bulma perguntou.

— Vamos ao parque de diversões. Estaremos de volta para o jantar. — explicou o saiyajin.

— Tenham cuidado, ok? — Bulma advertiu, maternalmente.

— Vai ficar tudo bem, não se preocupe! — Vegetto sorriu quando, por reflexo, deu um beijo de borboleta nos lábios de sua amada. Sua amada que permaneceu… Sem palavras.

— Vejo você à noite! — O semi-príncipe se apressou, empurrando as crianças atônitas.

Vegetto amaldiçoou esse hábito compartilhado por seus dois pais e, portanto, herdado por ele. Bem, de fato os cromossomos são tão aleatórios quanto cara ou coroa: uma chance em duas… Tentando evitar esses debates matemáticas internos, ele voou para longe, tendo cuidado para que seus filhos não se afastassem de si. Já no ar, ele esqueceu de tudo. O vento atingiu seu rosto, deixando-o tão relaxado, que um sorriso inconsciente tomou seu rosto.

Bulma, já em casa, estava confusa. Foi por um hábito herdado que Vegetto a beijou, ou foi por um desejo real? Ela queria conversar com alguém sobre isso para aliviar este sentimento, além de pedir por ajuda. Sem chances de ligar para Chi-Chi, ela teria um ataque. Não seria bom envolver Gohan também… Kuririn não saberia o que dizer, e #18 sempre teve vergonha dessas questões. Yamcha havia desaparecido desde a vitória contra Buu… Restava apenas uma pessoa, uma garota com quem ela se dava muito bem, e que, aliás, vivia perto de sua casa. Ela discou o número.

— Alô? — disse a voz de Videl, vinda do telefone.

— Videl? Aqui é a Bulma.

— Ah, Bulma! Como você está?

— Muito bem! Mas preciso de alguns conselhos, e pensei em você. Se importaria de vir aqui em casa?

— Agora? Hmm… Tudo bem, estou indo! — Videl disse, após um microssegundo de hesitação.

Ela desligou a chamada. Esperando por sua chegada, Bulma preparou um café e colocou uma mesa do lado de fora, criando um ambiente mais confortável. Videl chegou quinze minutos depois, pairando sobre os ares.

— Olá Bulma! — a garota cumprimentou Bulma, seus pés tocando o chão.

— Videl! Sente-se, eu fiz café.

A jovem agradeceu, sentou-se, e perguntou:

— Então, o que está a incomodando?

— Bem… Mais cedo Vegetto levou os garotos ao parque de diversões...

— Isso é ótimo! Realmente ele é um pai atencioso.

— Sim… Mas quando estava saindo, ele me beijou.

Videl quase engasgou, tossindo alto. Entre uma tosse e outra, conseguiu dizer:

— O ... O quê?!

— E como você pode ver, eu não sei muito bem como lidar com isso.

— Mas se ele a beijou, é porque ele sente algo por você, certo?

— Bem, logicamente sim, mas isso era um antigo costume de Vegeta. Então me pergunto se não se trata de outro hábito herdado.

— Mesmo que se trate de algum hábito, ou seja algo próprio, essa é a prova do que ele realmente sente! — Videl exclamou.

— O que você quer dizer? — Bulma perguntou, confusa.

— Bem, ele deixou claro para nós que mesmo tendo as memórias de antes, ele pensa e age por conta própria. Então se não a amasse, ele não a teria beijado! Além de que, mesmo se for algo herdado, apenas seus próprios sentimentos teriam o levado a fazer isso!

Bulma cogitou a possibilidade, respondendo:

— Certo, porém… E se...

— Com ‘e se’ engarrafamos toda Satan City, com ‘e se’ podemos fazer abelhas falarem… Aja, pergunte a ele, se você se manter indecisa dessa forma, sua situação não vai melhorar…

— Mas… E Chi-Chi?

— Se ele não gosta dela, não o faça se forçar em memória do Sr. Goku. Gohan me disse que ele vai até sua casa uma vez a cada dois dias! Já está muito bom, não é? Eu conheço alguns que sequer fariam o mesmo.

— Eu… Acho que você está certa. — Bulma concluiu.

— Claro! Eu costumo estar certa, senão sempre. — brincou Videl.

Ambas passaram a tarde juntas, e ao mesmo tempo que conversavam sobre tudo, também não conversavam sobre nada. Quando a noite caiu, Vegetto e as crianças se destacaram no horizonte. Ver bulma deixou o saiyajin levemente perturbado, que fez de tudo para não demonstrar nada. Eles pousaram e Videl os cumprimentou:

— Ei, olá meninos! Vocês tiveram um bom dia?

— Sim, isso foi… — Trunks começou.

— … Super incrível! — Goten concluiu, erguendo os punhos.

Os dois meninos riram. Vegetto disse:

— Seus monstrinhos, vão para dentro e tomem um bom banho!

— As duas crianças correram para dentro. Bulma perguntou com um sorriso:

— Eles não lhe causaram problemas?

— Bem… Na verdade, eu também me diverti… — Vegetto confessou.

Bulma sorriu. Videl, sentindo que deveria ir embora, disse:

— Bom, eu estou indo! Até logo!

E em nem um momento, ela disparou. Bulma fez o primeiro avanço:

— Sobre mais cedo… O beijo…

Vegetto se sentiu envergonhado, mas não se afastou:

— Eu fiz porque… Eu queria… — ele explicou.

Bulma deu a ele um olhar confuso, ele decidiu se explicar melhor.

— Na verdade… Eu já tinha me decidido há um tempo, mas demorou para que você e Chi-Chi me conhecessem… E então, não sei se você me ama… De verdade...

Bulma se sentiu realmente atraída por Vegetto. Para ela, ele era o homem de seus sonhos: apenas uma mistura de dois extremos como Goku e Vegeta seria capaz de dar à luz a um homem bem equilibrado.

— Bem, eu… Eu também me sinto atraída por você. — ela disse, escolhendo bem suas palavras. — Mas faz tão pouco, três meses…

Vegetto suspirou:

— Eu sei! Vamos esperar mais um pouco. Me diga quando você… Quando você tiver certeza.

Bulma acenou com a cabeça e com um arco tácito, nenhum dos dois disse mais nada sobre isso.

— Então, meu querido, como foi seu final de semana com Trunks? — Chi-Chi perguntou enquanto lavava os pratos.

— Foi incrível! Papais nos levou a um parque de diversões! E ele beijou a Bulma!

Ouviu-se o som de pratos quebrados.

— O que ?! — gritou a mãe.

Bulma também estava lavando a louça, assobiando quando o telefone tocou:

— Olá? — ela disse mecanicamente, levando o fone ao ouvido.

Foi quando a voz estridente da Chi-Chi soou:

— Bulma, o que é todo esse circo?

Por alguns segundos, ela se perguntou se acabaria surda após aquele telefonema. Chi-Chi estava literalmente gritando do outro lado da linha.

— Goten me contou tudo! Então, ele a beijou!

Bulma soltou uma espécie de murmúrio. Garoto linguarudo!

— Sim, é verdade. — ela admitiu.

— E por que ele fez isso?

— Ele me disse que foram seus sentimentos que… O fizeram agir...

— Mas… Mas… E minha família? — Chi-Chi gaguejou, à beira das lágrimas.

— Ele não vai a abandonar, não se preocupe! Nós dissemos que iríamos esperar um pouco. Ainda é muito cedo, e… Não quero me apressar e machucar a todos nós...

Chi-Chi não disse mais nada. Bulma estava preocupada.

— Chi-Chi? Chi-Chi, você consegue me ouvir?

O usual “biiip… biiip… biiip..." ecoava por seu ouvido

Bulma desligou depois da amiga. Preocupada, ela discou o número de Vegetto. De fato, havia sido uma vitória para as duas famílias que nunca havia sido decidido entre Vegeta e Goku separadamente: fazendo com que ele pudesse ser chamado a qualquer momento e, portanto, tinha sempre com ele (no bolso ou no cinto, nunca na orelha ou a frente dos olhos, que quase o chocou.) um telefone celular.

— Sim? — disse a voz profunda do saiyajin.

— Vegetto, é a Bulma. Estou preocupada com Chichi, Goten vem contando coisas para ela…

— Não fale mais nada, eu cuido disso…

Ele desligou sem se despedir, se teletransportando na mesma hora. Aparecendo à frente de Chi-Chi em prantos.

— Chi-Chi! O que está acontecendo?

Ela se jogou sobre ele, começando a soluçar.

— Por favor, não nos abandone… — choramingou mulher de cabelos morenos..

— Mas… Quem disse que eu vou a abandonar? — Vegetto perguntou.

— Se… Se você escolher a Bulma… Você vai nos abandonar e...

— O que? — gritou Vegetto. Ele não conseguia imaginar que uma mulher tão forte e confiante como Chi-Chi pudesse ter tais medos infantis. Agarrando-a pelos ombros, ele disse:

— Chi-Chi, mesmo que eu escolha a Bulma, não vou abandonar você! — Chi-Chi olhou para ele com olhos brilhando de esperança. Vegetto deixou escapar um longo suspiro.

— Mas como você pôde pensar isso? Três meses definitivamente não é tempo o bastante para conhecer alguém… Chi-Chi, você é parte da família, eu jamais faria isso…

Chi-Chi tentou se acalmar, mas não era capaz de conter as lágrimas. Vegetto soltou um suspiro ainda maior que o anterior, exasperado.

— Vamos, pare de chorar… — disse ele, enxugando as lágrimas de Chi-Chi com a ponta dos dedos. Chi-Chi deu a ele um sorriso cansado.

— Tem razão, no que eu estou pensando… — ela sussurrou, com um sorriso fraco nos lábios. — Olha, vou fazer sua comida favorita esta noite. Você fica?

— Nesse caso, eu não me importo! — Vegetto respondeu, atraído pela promessa de boa comida...

Chi-chi riu e foi até o fogão. Vegetto sentou-se no sofá e lá eles conversaram sobre tudo: sobre o dia com Goten e Trunks, os aluguéis exorbitantes nas cidades grandes, o lindo clima de verão, as criaturas estranhas que Goten trouxe de seus passeios na floresta… Em suma, tudo e ao mesmo tempo nada, como uma família bastante normal. Vegetto gostava dessas conversas calmas com Chi-Chi. Embora ela fosse uma mulher de campo, ela era realmente culta e aberta para o mundo. Chi-Chi também gostava dessas discussões. Falar nunca foi o forte de seu marido, então isso mudou bastante o antigo ar de sua casa. Uma hora depois, a refeição estava pronta.

— Impressionante! — Disse Vegetto sentando na cadeira.

— Espere, mal-educado! Os meninos ainda não estão aqui!

— Mas eu estou com fome! — protestou o saiyajin.

— Você vai esperar de qualquer jeito!

Vegetto concentrou sua energia em seus filhos. Ambos ainda estavam no meio da floresta. Ele os chamou através de telepatia:

— Gohan, Goten, é hora de comer, voltem rápido!

Gohan e Goten correram de volta. Eles tinham muito medo do que Vegetto poderia fazer caso eles atrasassem na hora das refeições. Cinco minutos depois, haviam chegado:

— Nós treinamos um pouco… — Gohan se justificou.

— Mãe, eu encontrei uma tartaruga!! — disse Goten, apontando para o pequeno réptil.

— Que ótimo, mas você deve soltá-la! Ela deve viver na natureza! — disse Chi-Chi.

— Tudo bem mãe… — Goten rosnou, desapontando.

Então, a refeição finalmente poderia começar. Vegetto devorou tudo em que conseguiu colocar as mãos tão rapidamente que até Gohan e Goten o observaram, sem palavras:

— Posso ter um pouco mais? — Vegetto perguntou com a boca cheia, estendendo o prato.

— Sim… — respondeu Chichi, perturbada.

Gohan e Goten se apressaram para comer antes que seu pai acabasse com tudo.

— Posso ter um pouco mais? — Vegetto perguntou pela sétima vez.

— Não sobrou mais nada… — disse Chi-Chi. Foi a primeira vez que ela viu alguém comer tanto assim! E logo ela, que viveu com saiyajins por anos...

Gohan olhou com curiosidade para seu pai.

— Pai, algum problema?

— Não, mas eu continuo com fome… Tenho a impressão de que estou cada vez com mais fome…

— Vá ver se tem algo na Bulma, não sobrou nada por aqui… — Chi-Chi sugeriu.

Vegetto se levantou.

— Virei amanhã passar o dia com você! Boa noite!

E ele desapareceu.

— Oi Bulma, você tem algo pra comer? Eu estou morrendo de fome...

— Você sabe que horas são? — Bulma respondeu antes de suspirar: vamos, vou preparar alguma coisa para você...

E uma hora depois, a mesma coisa aconteceu de novo.

— Vegetto, você está se sentindo bem?

— Sim, bem… É estranho… — disse Vegetto.

— Vá ver o Dendê… Talvez ele saiba mais… — disse Bulma, preocupada.

— Ok. Eu volto em dois dias para passar o dia com você! Tchau! — e ele desapareceu sem enrolação. Uma vez na plataforma celeste, ele imediatamente encontrou Dendê e Piccolo.

— Dendê, eu…

— Eu sei… — o pequeno namekuseijin o interrompeu. — Eu vi tudo daqui…

— Você tem alguma ideia do que está acontecendo?

— Não mais do que você, mas aparentemente a comida da terra não é mais o suficiente para você… Desde que você nasceu, você parece comer cada vez mais...

— Mas... O que eu posso fazer? Eu não quero morrer de fome! — Vegetto exclamou em pânico. Depois de sobreviver a todos os desafios, seria uma coisa tão estúpida quanto a fome que iria acabar com ele!

— Eu tenho uma solução para você. — Piccolo disse. — Vá ver Karin e peça uma Senzu.

— Ótimo, obrigado Piccolo!

Ele voou para a torre, onde Karin estava esperando por ele empoleirado na borda.

— Mestre Karin, eu…

— Eu sei… — o gato o cortou.

— As notícias realmente viajam rápido pelo visto… — murmurou Vegetto.

— Tenho três senzus aqui… Pegue uma.

Vegetto engoliu o feijão e logo se sentiu um pouco melhor.

— Eu posso ter outro? — ele perguntou de forma tímida.

Suspirando, o gato entregou-lhe a segunda senzu. Vegetto engoliu rapidamente.

— Estou muito melhor. Obrigado mestre Karin!

— Mas o que vai fazer se for a mesma coisa para toda outra refeição?

Karin pensou por alguns segundos.

— Ouça. — disse o felino. — Vou pensar sobre isso, por agora você vai pra casa. Eu entro em contato assim que encontrar uma solução para seu problema.

Vegetto foi embora, preocupado com o que poderia acontecer consigo. Traído pela comida… Quem poderia imaginar...

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