DB Multiverse

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DBM Universo dos Ciborgues (14): One Way

Escrito por Foenidis

Adaptado por Felipe e Henrique

Depois da morte dos guerreiros Z descritas em Twin Pain, os Universos 12 e 14 tiveram muitos ano em comum até começarem a se diferenciar um do outro. Quais eventos levaram à vitória de Trunks em um deles, e ao reinado dos Humanos Artificiais no outro?


Parte 1 :123456789
Parte 2 :10111213141516
Parte 3 :1718192021222324
[Chapter Cover]
Parte 1, Capítulo 1.

Traduzido por Felipe


"Vá aonde quer que você vai... Morra onde você deve.""
Citação anônima encontrada em um manuscrito francês do século 15.

A Natureza exuberante tinha recuperado os seus direitos sobre as ruínas de uma megalópole devastada.

A grama selvagem verde e loira ficava agora de fora sobre o cinza dos blocos de concreto e a ferrugem das carcaças destruídas... quase escondendo as numerosas crateras, os restos das lutas titânicas que tinham ocorrido aqui uma vez.

Aqui e ali, as árvores sequer encontravam forças para produzirem uma seiva triunfante um triste monte de entulho que poderia ter parecido estéril á primeira vista, e o brilho colorido das flores silvestres brilhavam de felicidade sobre o que tinha sido, cerca de vinte anos atrás, só tristeza e desolação.

Os pardais levantaram vôo no farfalhar de um maçante frou-frou... de repente, uma figura atlética tinha aparecido no meio desta paisagem que a vida selvagem tinha recuperado.

Era um jovem cujo olhar severo contrastava com a luz e a brisa travessa que desafiava a espessura suave de seu cabelo cor lavanda.

Seus olhos lentamente olharam para o que costumava ser uma cidade grande e agitada... então ele fechou os olhos por um segundo, parecendo desfrutar da tranquilidade e harmonia que tinha tomado conta deste lugar.

Ele, então, dirigiu-se para um lugar muito especial nesta planície florida... uma impressionante grande área circular em que nenhuma vegetação tinha crescido e que fica diretamente no centro da enorme cratera.

Por um tempo, ele ainda ficou pensativo... uma estátua colorida e listrada no meio da cratera escura e preta.

Em seguida, ele lentamente tirou a longa espada de sua bainha que ele estava carregando em suas costas, o aço brilhando refletiu um brilho intenso no rosto do jovem lutador quando ele a colocou na frente dele.

Com um forte movimento, ele vigorosamente enfiou a lâmina em linha reta no chão.

No momento seguinte, com o joelho no chão, ele passou suavemente as pontas dos dedos no chão duro que era ao mesmo tempo suave e rachado... concreto, metal... qualquer coisa tinha derretido, como se fosse tomado por um lançamento formidável de energia. Então ele colocou as mãos para apertar sua arma antes de se curvar com sua cabeça para colocá-la sobre o pomo. Olhos fechados, como um cavaleiro rezando.

Trunks estava se concentrando em seus pensamentos.

Ele estava pensando nesse pai quase desconhecido e o extraordinário poder que ele deve ter desenvolvido para gerar uma explosão de tal intensidade.

E, apesar disso, os androides haviam sobrevivido!

Ele sabia quase tudo que se tinha para saber sobre a luta que ocorreu naquele lugar... quase tudo, exceto o último momento do príncipe lutador. Ele teve que ser realmente irritante para fazer seu amigo Gohan vir aqui e dizer a ele o que aconteceu neste dia trágico.

A evocação da memória desses momentos sombrios tinha sido assustador para o filho de Son Goku, endurecido por anos de lutas e sofrimento. E Trunks lembrou o embaraço que sentira quando viu pela primeira vez as lágrimas escorrendo pelo rosto de Gohan... A criança que era na época nunca teria imaginado que um lutador tão poderoso poderia chorar.

E agora, a emoção estava correndo por ele... a ferida dolorosa da morte de seu mentor e amigo que nunca tinha se fechado.

Foi em parte por que tinha tomado a decisão de voltar no tempo. Ele queria ter certeza de que sua mãe e ele teriam conseguido colocar um fim a este massacre infernal que estava prestes a transformar o planeta num túmulo da humanidade.

Bulma, que a princípio tinha sido a favor do projeto de uma viagem de ida e volta, agora parecia estar relutante. Para ela, não havia dúvidas de que, se Goku viveu, ele e seus amigos seriam capazes de derrotar os dois assassinos biônicos. E foi depois de muitos dias de teimosa discussão que ele tinha finalmente a convencido da necessidade desta viagem. Ele precisa estar lá para se certificar de que não seriam pegos de surpresa pelo poder inimaginável dos androides. Além disso, eles poderiam precisar de ajuda extra, e também das informações preciosas que ele poderia usar para começar a mudar o seu presente... apenas no caso, como ela pensava, esta mudança no passado faria existir duas linhas do tempo diferentes, em vez de apagar o pesadelo que estava pesando em sua vida.

Havia tanta coisa em jogo!

Ele entendeu a relutância de sua mãe... Eles não tinham nenhuma maneira de calcular as eventuais consequências de tal intervenção na arrumada ordem da história... Mas eles, tiveram que enfrentar a realidade, já tinham tomado um risco quando trouxeram o medicamento para Goku... por isso um pouco mais ou um pouco menos... eles deveriam pelo menos ir para o fim disso agora.

O rapaz percebeu a plena extensão da carga que pesa sobre os seus ombros...

Seu coração batia mais forte quando ele pensava na terrível batalha se aproximando, uma batalha que não pode perder... não deve perder!

A perspectiva de estar perto de seu pai por mais algum tempo, para ainda ser capaz de lutar ao lado dele aumentou o tamanho do fluxo emocional que o tocava por fora até mesmo em seus ouvidos.

Gohan sempre falou do guerreiro com respeito... ele era mais discreto em relação ao homem.

Sua mãe o tinha advertido antes de sua primeira viagem. Vegeta não era um homem típico e ele conseguia ser totalmente antipático á primeira vista... mas ele não precisava que ela dissesse mais alguma coisa para saber que a verdade era completamente diferente.

O jovem pensou muito bem das habilidades intelectuais de Bulma para que nem por um momento, acreditasse que ela poderia ter se sentido loucamente apaixonada por um tirano cruel. Vinte anos depois, os sentimentos ainda estavam aqui e aparentes no som de sua voz, ou no brilho de seus olhos quando ela falava, ou mesmo o pensamento sobre esse amor falecido.

Parecendo tomar uma respiração profunda o jovem levantou-se lentamente.

Ele permaneceu imóvel por mais um momento, com as mãos ainda no punho da sua espada... mesmo que tivesse todo o tempo que ele quisesse, era inútil ele adiar o momento da verdade por muito mais tempo.

Em um movimento rápido, ele arrancou a arma do chão e estendeu o seu movimento em direção ao céu para enviá-la rodando bem acima dele.

Ele permaneceu imóvel por um momento, seu olhar ainda pensativo, então de repente ele se inclinou para a esquerda... a espada que vinha caindo, girando, encontrou sua bainha, fazendo um agradável som de metal, com uma precisão espantosa.

Seu rosto agora mudou de expressão e seus olhos endureceram, mostrando claramente uma intensa concentração.

Apertando os pés, ele se endireitou, emitindo um ki profundo... todo o seu corpo parecia tenso, em um esforço impressionante, enquanto um vento estranho soprou ao redor dele...

Seu cabelo levantou ainda mais quando uma explosão maçante enfatizou a aparição de uma aura dourada que se espalhou para seu cabelo agora dourado.

Sob um impulso familiar, o Sayajin parecia sentir a energia correndo por ele por um segundo, ele olhou para o seu punho que tinha levantado, como se verificasse sua força... Então ele lentamente olhou pra cima, em seus olhos brilhava agora o brilho de uma determinação implacável, o tempo todo ele subia no ar...

Um grito repentino ecoou no silêncio do prado como toda a vegetação se curvou sob o lançamento incrível de energia que o jovem acabou de liberar... foi um meio de desafio!

Um desafio á ordem estabelecida... um desafio á sua própria impotência... um desafio para o destino!

Não era hora para duvidar mais... a hora tinha chegado!

Em um momento tudo o que restava da presença do lutador foi a elipse aérea de uma sequencia dourada que rapidamente desapareceu.

Bulma estava preocupada.

Ela sempre ficava nervosa quando o seu filho estava longe dela.

Ele tinha enfrentado a morte tantas vezes, quando ele lutou com esses dois valentões.

Ela suspirou. Ela tinha sido obrigada a se acostumar com isso... com sangue Sayajin nos seus genes, como essa criança podia ser diferente?

Mesmo o suave e doce Gohan, que parecia odiar lutar, tinha acabado por ser um lutador terrível.

Essa era a maneira que as coisas eram e não havia nada a ser feito.

Não eramos os donos de nossos filhos, e os impedir de serem eles mesmos era um insulto ao bom senso.

Mas ainda... Trunks podia ter mais consideração com o coração de sua mãe.

Claro, ele era mais forte, mais resistente, menos frágil que qualquer um neste planeta... qualquer um, exceto os androides.

E isso não era um detalhe vago!

Ela tem controle sobre si mesma... era ridículo preocupar-se com isso, a máquina estava pronta, pelo menos, e ele não estava disposto a adiar a sua viagem ao passado por mais tempo.

Ele era um menino inteligente... não havia nada que poderia colocar esse projeto em risco, do que lutar mais uma vez, contra o casal infernal.

O barulho familiar de abrir a porta blindada para o abrigo subterrâneo levou Bulma para fora de seus pensamentos.

Quando Trunks finalmente se juntou a ela, sua mãe o recebeu com um sorriso caloroso.

Foi após verificar que a ameaça estava longe daqui graças ás informações que o som do equipamento de rádio tinha lançado... Foi o último meio de comunicação em que trabalharam... somente após isto eles levaram a máquina do tempo para fora do laboratório secreto.

Bulma olhou para o rosto sereno e notou a estatura de seu filho, como se ela queria acreditar no que estava vendo.

Quanto ele tinha crescido? Ele era quase um homem agora...

Ela sentiu uma pontada quando ela pensou em todos estes momentos infantis de alegria que ele tinha sido negado desde a sua infância por este terrível pesadelo que os habitava.

Ela o olhou novamente, o bebê vigoroso e risonho que ele tinha sido, e de repente o vício do pânico a pegou novamente.

E se ele nunca mais voltasse?...

Não! Melhor não pensar nisso... Nunca pense em uma coisa tão horrível!

Ele voltou pela primeira vez... sim... mas ele certamente correu menos riscos também... mas esta terrível constatação de que devia o fazer ouvir para mudar de ideia... ele era tudo o que ela tinha deixado.

Obrigou-se a sorrir para ignorar o medo terrível mas não foi o suficiente... ela lembrou de sua confiança no passado para reunir coragem... em vão! Onde tinha ido a Bulma destemida de antes? Ela sabia:ela tinha ido embora lentamente... ao ritmo de derrotas, falhas... e mortes que foram se acumulando, mais e mais.

Ela, então correu para seu filho para esconder o rosto contra ele... pelo menos ele não veria as lágrimas que não podia segurar mais.

Ela foi surpreendida por um momento pelo contato com esse ombro forte... esse sentimento lembrou...

Ela segurou o choro... não era o momento para isso!

Neste momento, o jovem que tinha percebido que sua mãe estava trêmula, a envolveu em seus braços protetores. De repente, ela parecia ser tão pequena, tão frágil.

Ele não percebeu que este gesto reviveu antigas memórias, da maneira forte e suave dos braços de outro homem.

Bulma não podia deixar de apertar seu aperto no peito resistente contra o qual ela se pressionou... que o movimento involuntário feito em seu rosto, a lembrou do sentimento esquecido do contato com os músculos firmes do corpo de um guerreiro.

O rosto de Vegeta agora apareceu na mente de Bulma como ela desistiu de tentar conter a emoção que foi esmagadora através de seus olhos fechados.

Quanto ela o tinha perdido... quanto sentia falta dele...

Imagens dos olhos tão profundos, um pequeno sorriso quente que ele mostrava apenas pra ela, os milhares de sentimentos de uma profunda paixão... tudo era incrivelmente doce e doloroso ao mesmo tempo.

Os contornos de metal da máquina apareceram em sua mente... que teria sido tão simples ter tudo de novo...

Seria maravilhoso ver todos novamente, poder abraçá-los, para sentir a alegria desta reunião dos sonhos...

Mas isso estava fora de questão!

Além do problema do continuum espaço-tempo, a perturbação que a sua presença causaria não deixava de passar em sua mente que isso pode se revelar catastrófico.

Não era o mesmo para Trunks como eles não sabiam o homem que ele tinha se tornado, eles não ficariam confusos por o ver lutando a seu lado... e mais, apenas Goku sabia quem ele realmente era.

Quanto ela pode sentir falta deste velho amigo... deste irmão...

Aconchegou-se em Trunks reconfortante e quente, Bulama ainda não decidiu deixá-lo ir... assim no final, foi ele quem suavemente colocou um fim a isso colocando suas mãos em seus ombros para a empurrar de volta muito lentamente.

Esta separação forçada perfurou o corpo e o coração de Bulma como uma lâmina de gelo.

Mas ela sabia que era inevitável, não importa o custo, ela tinha que deixá-lo ir.

Ela rapidamente se virou, ela não quer que ele vá com a visão de seu rosto inchado por causa de lágrimas.

"Eu espero que você esteja aqui em três horas... "Ela murmurou com sua voz quase irreconhecível depois de um choro que ela não conseguia segurar. "É a diferença de tempo miníma de segurança. De qualquer forma eu não seria capaz de esperar mais tempo..."

Trunks foi para a frente mais uma vez para abraçar a sua mãe uma última vez em um gesto de proteção.

"Eu sei... eu não vou deixar você esperando, não se preocupe... mas , você fica aqui, no laboratório, neste lugar seguro, me promete... "

Bulma não pode deixar de sorrir um pouco...

Incrível... ele era o único que dava as instruções de segurança!

"Eu prometo vou ser boa... ", ela respondeu com a voz mais forte do que antes.

"Vá em paz..."

O jovem, feliz ao ouvir sua mãe brincando mais uma vez continuou.

"Nenhuma viagem a ex-esconderijos de Gero ou outras coisas tolas como isso ok?!"

Ela estava ciente de que ela teria que terminar esta despedida... antes que se tornasse completamente insuportável.

"Não tem perigo... Eu vou ficar aqui, eu prometo... "

Houve um breve segundo de silêncio, em seguida, ela acrescentou, em um choro abafado.

"Vá agora... antes que eu mude de ideia!"

Um arrepiou passou por todo seu corpo quando ela ouviu o barulho bem conhecido de fechar da bolha de vidro reforçada... No momento seguinte, uma brisa quase imperceptível nas costas confirmou a ela que a máquina tinha simplesmente desaparecido no vazio de outra dimensão.

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